Behind the Lens

Janaina Matarazzo is a Brazilian wildlife photographer born in São Paulo. She studied Industrial Design and Analog Photography at Belas Artes and FAAP before trading one of the world's most chaotic cities for one of its last great wildernesses.

In 2008, she moved to Botswana — and never looked back.

"Since I was a child, I have always loved animals and nature. Moving to Botswana was a life-changing event. I began to observe the changing seasons, the sporadic movements of wild animals, and I found myself bringing these scenes to life through my photography.

I had an old Toyota that I drove alone through the African savannas — camping, getting lost, putting my life on the line in search of a unique image. I place more trust in animals than in humans. Over years of patient observation, I learned to read their body language, their moods, their warnings — to be at ease in their presence without becoming a threat. Though Africa has a way of reminding you who is really in charge. A scorpion sting and a bout of tick fever confirmed that danger here comes in all sizes.

For nearly two decades I have worked alongside wildlife conservation projects and local communities living on the borders of National Parks — people navigating the daily reality of human-wildlife conflict. Involving these communities, allowing them to benefit from the land they share with wild animals, is not just important. It is essential.

My photography is my testimony. A record of my passion for the natural world — and a quiet argument for why it must be protected."

Por Trás da Lente

Janaina Matarazzo é uma fotógrafa de vida selvagem brasileira, nascida em São Paulo. Estudou Desenho Industrial e Fotografia Analógica na Belas Artes e na FAAP antes de trocar uma das cidades mais caóticas do mundo por uma das últimas grandes naturezas selvagens do planeta.

Em 2008, mudou-se para o Botswana — e nunca mais olhou para trás.

"Desde criança, sempre amei os animais e a natureza. Mudar para o Botswana foi um acontecimento que transformou minha vida. Passei a observar as mudanças das estações, os movimentos esporádicos dos animais selvagens, e me vi dando vida a essas cenas através da minha fotografia.

Tinha um velho Toyota que dirigia sozinha pelas savanas africanas — acampando, me perdendo, colocando minha vida em risco em busca de uma imagem única. Confio mais nos animais do que nos humanos. Ao longo de anos de observação paciente, aprendi a ler sua linguagem corporal, seus humores, seus avisos — a me sentir à vontade na presença deles sem me tornar uma ameaça. Embora a África tenha uma forma própria de lembrar quem realmente manda. Uma picada de escorpião e uma febre do carrapato confirmaram que o perigo aqui vem em todos os tamanhos.

Por quase duas décadas, trabalhei ao lado de projetos de conservação da vida selvagem e de comunidades locais que vivem nas fronteiras dos Parques Nacionais — pessoas navegando pela realidade diária do conflito entre humanos e animais selvagens. Envolver essas comunidades, permitir que se beneficiem da terra que compartilham com os animais, não é apenas importante. É essencial.

Minha fotografia é o meu testemunho. Um registro da minha paixão pelo mundo natural — e um argumento silencioso de por que ele precisa ser protegido."